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Com as revoltas irmandinhas, o Reino da Galiza entrou na Idade Moderna?

aberta 3 respostas 453 vistas Historia

O Professor da USC -Faculdade de História-, Carlos Barros -especialista na matéria irmandinha, aponta, que com as revoltas irmandinhas: Assim foi como o Reino da Galicia deu o seu meirande passo para entrar na Idade Moderna.

http://praza.gal/opinion/2518/1431-ensaio-da-grande-revolta-irmandina/

A fonte principal de dados sobre as lutas irmandinhas, procedem neste momento da documentação duns preitos, sem esses documentos a informação sobre o assunto seria muito cativa e pouco aproveitável.

Acham vocês que se deu o grande passo de entrada da Galiza na modernidade?

 

3 Respostas

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O qué? O que é modernidade? Em minha humilde opinião a primeira oportunidade para a Galiza ir para a modernidade fora em 1808, mas os galegos foram tuzaramente anti-modernidade. Acho que a Galiza passou da idade media para a "aldeia global" poupando as fases intermédias. Assim va...
respondida por bisbilhotice (2,130 puntos) 14 de xuñ, 2015
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A Revolta irmandinha, que foi uma revolta moderna, não introduziu a Galiza na modernidade, e isso porque não há um após Revolta, institucionalizado e que mudara as cousas. Não só isso. ao não existir esse após, a principal fonte de informação para os historiadores, seguem a ser documentos judiciais, e não as pegadas das mudanças sociais.

A Revolta Irmandinha não introduziu Galiza na idade moderna, foi uma revolta, que carecia de objetivo político, e por isso contou com a compreensão e benção dos reis de Castela. Enfraqueceu a nobreza galega, mas sem colocar no lugar dirigente nenhuma outra classe.

A revolta irmandinha - a II revolta, a que em realidade foi-, preparou Galiza para a guerra de terror e ocupação levada por Castela entre 1476 (batalha de Toro e travão a reunificação da Galiza a norte o Minho com Portugal -com a Galiza que gerou Portugal-) e 1490, a longa guerra da nossa Doma e Castração, a do banimento das nossas classes dirigentes e da nossa língua e cultura, a das nossas instituições, a que é insultada com a cessão do voto da Galiza nas Cortes de Castela outorgado para Samora.... 
Sobre a guerra de classes irmandinha há muito mito romântico, muito analise polo miúdo, por ex. os magníficos trabalhos de Carlos Barros. Muito romanticismo revolucionário de opereta, mas como tal foi uma mostra mais de essa formoso jeito galego de ganhar para já, de ganhar para perdermos

Sempre me chamou a atenção como nessa faculdade de história compostelana, se dá tanto enfase aos irmandinhos, como se estudam, e como sobre a guerra 1476-1490 se evitam teses e estudos e se alguém quer, se lhe tira o interesse. 

É certo que na guerra de terror de Castela contra o nosso povo, houve galegos ao serviço de Castela. Sempre tivemos galegos agindo triunfantes em Castela, e além disso com o que gostamos de ganhar para já. Sempre houve Fragas e Rajois, Feijós... e agora vai ser o processo reconstituinte certinho espanhol...
Mas eles respondiam a um projeto nascido na Galiza ou a procura do seu trunfo individual independentemente do que ele for para a Galiza. Pode-se confundir pessoas com um país em todo caso?
A Doma e castração foi isso doma e castração, mas houve alguns da Galiza que acharam que com isso ganhavam algo ainda que o país fosse embora, ao esgoto. E sempre foi assim, como contraste com outros povos...isso de que nos dividimos...
 

 

    respondida por Ranhadoiro 18 de xuñ, 2015
    1comentarios
    comentado por Ranhadoiro 18 de xuñ, 2015
    Castela antes da absorção da Galiza-Leão em 1230, era um território marginal. E a Castela a união com Aragão deu-lhe a centralidade. A incorporação de Aragão (tanto monta monta tanto, e já vemos onde acabou), e um resultado da batalha de Toro.

    Toro  vai dar:

    1-Trava a reintegração da Galiza e Portugal -Afonso V já fora proclamado rei- do território a norte de Minho também.

    2- Da pé -pola resistência galega na aposta por uma Galiza- que era contrária a essa união (Aragão e- Isabel em Castela) à guerra terrorista de Doma e Castração. e a conversão da Galiza num simples território "homogêneo" do reino de Castela, do que se bane a sua identidade, é dizer, as suas classes e elites dirigentes, e as suas instituições.
    Foi guerra longa na que não faltaram galegos no esmagamento do seu povo ao serviço de Castela,(mas isso deu-se sempre).

    3- Portugal renuncia à Galiza a norte do Minho, que de acordo a legitimidade jurídica do testamento de afonso IX, lhe corresponde.
    Para que esse testamento fosse incumprido, e a união com Castela, -foi decisiva o posicionamento de Compostela a prol de Fernando III.
    Desde 1230 até 1486 Portugal nunca deixou de reclamar a reintegração num único reino de toda a faixa atlântica por ser um único povo, e ainda mais, o cerne da Galiza, a contorna de Braga, fora determinante na constituição de Portugal.
    É falso que o território de Portugal correspondesse exatamente ao velho condado portucalense, um bom bocado dele ficou no território unido a Castela.
    Pode-se dizer que após isso desaparece (vai esmorecer) a comunhão fraternal familiar que havia entre os nobres da norte e sul do Minho e da igreja a sul e norte de Minho, pois esta última passa-se a depender de Castela.

    4- Portugal pacta bodas e acordos com Castela apos a batalha, dos que virá a noite filipina a esse reino.

    -5 Une Castela e Aragão, e acaba convertendo a Castela no agente fulcral e dá-lhe a centralidade. O estado atual é o resultado das vitórias políticas e militares que amassou Castela (não necessariamente os castelhanos), e hoje o estado chamado espanha é em realidade Castela, pois ela senhoreia os demais povos espanhois.

    A Galiza presente foi/é o resultado de esse capamento, a base de guerra de terror.
    E isso fica apagado na historiografia galega, mentres se emocionam às crianças com isso da Revolução Irmandinha.
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    Há uma carência de estudos sobre essa guerra terrorista que fixo Castela à Galiza. Não foi uma guerra de luta contra a nobreza que ainda era poderosa, Por ex. Osório, se não que foi uma guerra contra um povo sem direção, traiçoado em Toro (A cidade de Toro segue todos os anos festejando essa nossa desgraça http://www.laopiniondezamora.e...), muitos irmandinhos trunfadores foram agora massacrados, Na resistência de ourense, meses de assédio, de Ponferrada vários meses de assédio e assim muitas vilas e cidades. Quantos membros das irmandades que não havia muito "tiveram um trunfo", eram agora massacrados junto aos nobres.

     

     

    Há o mito de que os irmandinhos derrubaram muitas torres e castelos nobres, porém hoje sabemos que a maioria deles foram derrubados .de jeito sistemático com o terror que Castela incutiu na nossa terra.

    Acabada a guerra, a igreja da Galiza e todas as ordens, passam a depender de Valhadolide, os nobres que não fogem a Portugal, são assassinados: Osório, Pardo de Cela... impõe-se na Galiza uma administração, a Junta que é um órgão de castelhanos e formado por castelhanos. -Num Trabalho sobre os empregados públicos na Galiza, se amossava como praticamente até a segunda parte do século XIX segue a ser uma administração na Galiza exclusiva de castelhanos, os únicos galegos que na Galiza ocupavam postos era de contínuos (ordenanças), se algum galego ocupava um posto de relevo e de sucesso, era longe da sua terra-.

     

     

    A Universidade compostelana de história e sistêmica, do sistema que nos abafou e abafa, por isso gosta tanto dos irmandinhos e tão pouco de pôr os pontos sobre oi Is da nossa história sequestrada.

     

    A segunda Revolta Irmandinha, a certa, eis o que diz dela o historiador Carlos Barros

     

    "na primavera de 1467 o levantamento será simultáneo en toda Galicia e levará ó poder, durante dous anos, á Xunta Xeral da Santa Irmandade do Reino. Santiago de Compostela será das primeiras vilas en revoltarse, co apoio doutro correxidor real doutro Rei:"

     

    De Castela nunca nos viu nada bom (nem bom vento, nem bom casamento) , o apoio do rei castelhano foi a garantia do insucesso "nacional" da revolta.

     

    A Revolta Irmandinha, não era nacionalista (ainda não havia nacionalismos no sentido moderno, mas sim povos e reinos. Era guerra de classes,e logo não tivemos guerra nacionalista com Castela, porém luta de povos.

    Como dizia Wlfredo Pareto "a história são as lousas que nos esmagam", e construirmos hoje o presente, o que é igual a fazermos o futuro, é impossível sem conhecermos a nossa história e sem sabermos, de estas lamas que nos inundam, de onde elas vier.

     

     

     

    Quando a sentença do Constitucional sobre o estatuto catalão de 2007, há uma pra de muito interesse para o Constitucional, ainda que essa parte estava mais que reduzida. Foi a referência a questão dos direitos históricos da Catalunha, de que falava o Estatuto.

     

    O que vem a dizer o Tribunal, resumido é: Que direitos históricos só tem Castela, que Castela é igual a Espanha, e que qualquer referência a história de povos não castelhanos deve ser banida, pois isso sempre põe em questão o presente de Castela/espanha.

     

    Está a questão dos direitos históricos vascos. mas isso é "foral" e o Tribunal explica que o foral foi (é) compatível com Castela.

    A faculdade de história compostelã, é parte do sistema de essa interpretação "constitucional". da nossa história

     

     

     

    Tirarmos o mito irmandinho da imaginação nacionalista e explicá-lo é fulcral. Está profundamente arraigado, até o Beiras ao deixar o Bloco fundava os Irmandinhos....bem premonitório, como remedo histórico levado ao presente.

     

    O caso galego é bem diferente do da coroa de Aragão. Fumos submetidos a sangue e lume e outros unificados a partir do "Tanto monta, monta tanto".

     

     

     

    Como explicou o professor Fernando Corredoira o nosso rexurdimento "cultural" estava carente de raízes e conhecimento histórico. Eis:

     

    como escreveu o professor F. Corredoira

     

    "Em meados do século XIX renasce para a literatura uma língua socialmente estigmatizada, funcionalmente minorizada, banida das instituições oficiais e hostilizada pelo Estado. Popular e realmente falada, a língua galega começará a ser posta ao serviço dum movimento cultural e político que irá perfilando uma vocação que (com cautela, porém) poderíamos chamar nacional. Desde inícios do século XX, contra tudo e apesar de tudo, sectores da comunidade linguística galega transgredirão normas imemoriais, abrirão brechas em altos muros e sondarão novos caminhos, passando a fazerem servir o galego como instrumento do discurso público e da acção política. Três décadas animosas e febris, férteis, protagonizadas por uma geração, a do nosso Autor (Castelão), que o levantamento militar de 18 de Julho de 1936 e a alongada repressão subsequente deceparam com feroz eficácia.

     

    Como previsível, o recurso ao modelo ortográfico castelhano foi inevitável. O ágrafo galego passou a escrever-se conforme a feição gráfica da língua oficial e única língua verdadeira – tal como ortografada desde finais do século XVIII. Este modelo tinha no mínimo duas vantagens invencíveis: era tecnicamente prestadio e era o único conhecido, o único aliás que podia conhecer-se. De maneira que não havia necessidade de irmos procurar alhures o que já acháramos aqui, nem de se inventar o que já estava inventado. Acresça-se, em ordem a perceber as intenções do programa linguístico dos primeiros promotores da língua regional, que, entre estas, de nenhum modo se encontrava a de concorrer com a língua nacional, cuja hegemonia estava fora de causa. Correlato visual da minorização linguística, a ortografia perfilhada servia ainda para ratificar que as notabilidades escreventes do galego eram e queriam ser um subconjunto regional do conjunto espanhol. Houve, sim, e desde cedo, quem propusesse adoptar a ortografia portuguesa. A sugestão não prosperou e talvez a frondosa exuberância de letras ociosas que exibia na altura a orthographia lusitana tenha contribuído para tanto. Seja como for, haverá que completar a panorâmica ortográfica, recordando que, em paralelo à medrança da influência social e política do movimento nacional galego, a questão da ortografia tornará a ser objecto de debate nas três primeiras décadas do século passado. Jovens inquietos anunciavam novos rumos, que a desfeita de 36 debelou."
    respondida por Ranhadoiro 18 de xuñ, 2015
    Hospedado na nube de

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